Dezembro 20, 2004
Boas Festas
"Quem teve a idéia
de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ANO,
foi um indivíduo genial,
industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar
no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui por diante vai ser diferente".
(Carlos Drummond de Andrade)
REGINA BONAVITA - 11:18 PM
Dezembro 19, 2004
REGINA BONAVITA - 12:09 AM
Dezembro 18, 2004
Post dedicado a você
Soneto do Amor Total
Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Moraes
REGINA BONAVITA - 8:56 PM
Dezembro 17, 2004
O escolar - Van Gogh
REGINA BONAVITA - 10:54 PM
Dezembro 16, 2004
Aldemir Martins - Gato
Di Cavalcanti, Mulata (1974)
REGINA BONAVITA - 11:15 PM
Dezembro 10, 2004
Amor Destrambelhado
Composição: ( Márcio Mello / LanLan )
Abra a porta do armário, tire suas roupas
Minha cara de otário, olha a sua muito louca
Já queimei todo o filme, e você o meu salário
Nosso vício é um crime, pra esse amor destrambelhado
O telefone é meu, a geladeira é sua
O nosso amor morreu e a vida continua
Já tá tudo acabado, nossa vida foi tão oca
Foi um jeito aviadado, negando um de boa moça
Veja bem se me entende, não dá mais pra ser escravo
De um romance adolescente
Um amor destrambelhado
REGINA BONAVITA - 10:26 PM
Dezembro 9, 2004
O dia de Clarisse
Escrever, Humildade, Técnica
Clarice Lispector
Essa incapacidade de atingir, de entender, é que faz com que eu, por instinto de... de quê? procure um modo de falar que me leve mais depressa ao entendimento. Esse modo, esse "estilo" (!), já foi chamado de várias coisas, mas não do que realmente e apenas é: uma procura humilde. Nunca tive um só problema de expressão, meu problema é muito mais grave: é o de concepção. Quando falo em "humildade" refiro-me à humildade no sentido cristão (como ideal a poder ser alcançado ou não); refiro-me à humildade que vem da plena consciência de se ser realmente incapaz. E refiro-me à humildade como técnica. Virgem Maria, até eu mesma me assustei com minha falta de pudor; mas é que não é. Humildade com técnica é o seguinte: só se aproximando com humildade da coisa é que ela não escapa totalmente. Descobri este tipo de humildade, o que não deixa de ser uma forma engraçada de orgulho. Orgulho não é pecado, pelo menos não grave: orgulho é coisa infantil em que se cai como se cai em gulodice. Só que orgulho tem a enorme desvantagem de ser um erro grave, com todo o atraso que erro dá à vida, faz perder muito tempo.
Texto extraído do livro "A Descoberta do Mundo", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1999.
REGINA BONAVITA - 7:40 PM
Dezembro 8, 2004
Há dez anos morreu Tom Jobim, o pai da bossa nova
Corcovado
Um cantinho e um violão
Este amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o Corcovado
O Redentor que lindo
Quero a vida sempre assim com você perto de mim
Até o apagar da velha chama
E eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao encontrar você eu compreendi
O que é felicidade
O que é felicidade, o que é felicidade
REGINA BONAVITA - 7:33 PM
Dezembro 7, 2004
Paulo Leminski
Razão de ser
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
REGINA BONAVITA - 9:16 PM
Dezembro 5, 2004
o www.celuler.com.br anda seduzindo os amantes da literatura
São Paulo - O celular a serviço da literatura é a mais recente novidade no vasto mercado de telefonia. Com o Celuler, já é possível receber e trocar poesias. Trata-se de um serviço de recebimento de textos de autores nacionais e internacionais em celular, que seduz leitores, através do site www.celuler.com.br.
Sem grande divulgação, o projeto Celuler está há um mês ganhando adeptos na base do boca a boca. Hoje já tem cerca 220 celulares cadastrados, mas a meta é atingir 3.500 até fevereiro, adianta seu idealizador Luiz Mendonça, dono da empresa de telecomunicações responsável pelo projeto.
Entre os autores cadastrados estão nomes como Aila Magalhães, Alice Ruiz, Beto Quelhas, Débora Novaes de Castro, Domingos Pellegrini Jr., Eliana Mora, Goulart Gomes, José Juan Tablada, Lilian Maial, Miguel Sanches Neto, Paulo Franchetti, Renato Negrão, Ricardo Silvestrin e Sonia Godoy.
A variedade de autores se reflete nos gêneros literários contemplados: poesias curtas, haicais, tankas, trovas, poemas-minuto, micropoemas, poetrix, pensamentos e reflexões.
Feita a escolha do autor, cabe ao leitor definir em que formato deseja receber a obra dele. São três opções: celulivros coletânea (textos já publicados: você adquire determinada obra e recebe os textos durante um período definido); celulivros inéditos (textos inéditos, recebidos por um período definido) ou celulivros sem fim (textos inéditos, contratados por meio de assinatura mensal que pode ser renovada indefinidamente). Em seguida, preenche alguns dados, emite um boleto bancário e começa a receber os textos, a partir do primeiro dia útil após a confirmação do pagamento.
Os preços variam de R$ 17,45 (pacote mensal) a R$ 137,63 (anual). No caso de celulivro coletânea, a assinatura só pode ser feita a partir do pacote de 45 dias, a R$ 22,83. Os escritores recebem 10% de direitos autorais sobre celulivro vendido. "Essa obra fica inédita por 60 dias, depois eles podem publicá-la em outros lugares", afirma o idealizador.
Adriana del Ré
www.estadao.com.br
REGINA BONAVITA - 10:14 PM
Dança da Chuva
senhorita chuva
me concede a honra
desta contradança
e vamos sair
por esses campos
ao som desta chuva
que cai sobre o teclado parem
eu confesso
sou poeta cada manhã que nasce
me nasce
uma rosa na face parem
eu confesso
sou poeta só meu amor é meu deus eu sou o seu profeta um dia
a gente ia ser homero
a obra nada menos que uma ilíada
depois
a barra pesando
dava pra ser aí um rimbaud
um ungaretti um fernando pessoa qualquer
um lórca um éluard um ginsbergpor fim
acabamos o pequeno poeta de província
que sempre fomos
por trás de tantas máscaras
que o tempo tratou como a flores
Paulo Leminski
REGINA BONAVITA - 6:41 PM
No porta retrato
surgem recordações
do desejo recalcado
que o tempo não apagou
by Regina Bonavita
REGINA BONAVITA - 6:29 PM
Dezembro 4, 2004
Amor e medo
Estou te amando e não percebo,
porque, certo, tenho medo.
Estou te amando, sim, concedo,
mas te amando tanto
que nem a mim mesmo
revelo este segredo
Affonso de Sant´Anna
REGINA BONAVITA - 8:59 PM
Seu nome: Regina -[Atrevidamente visitado ]-
Signo: Gêmeos
Cidade: São Paulo
Profissão: Artista Plástica
reginabonavita@globo.com
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